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Dino ameaça punir bancos após sanções dos EUA a Moraes e ações despencam na Bolsa

Decisão do ministro do STF divide a Corte, pressiona o sistema financeiro e gera reações do governo Trump

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O ministro Flávio Dino é relator de ação sobre municípios poderem entrar com ação em tribunais estangeiros - Fellipe Sampaio - 13.ago.25/STF

As ações de grandes bancos brasileiros despencaram nesta terça-feira (19) após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizar punições às instituições financeiras que aplicarem no Brasil sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, alvo de restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.

No início da tarde, a Bolsa de Valores registrava queda de 1,89%, com destaque para a desvalorização dos papéis do Banco do Brasil (-4,17%), Bradesco (-3,60%), Itaú (-3,28%), Santander (-2,82%) e BTG Pactual (-3,46%). O movimento ocorre logo após a temporada de balanços positivos do setor, o que reforçou o impacto político da medida.

A determinação de Dino foi emitida em decisão sobre o rompimento da barragem de Mariana (MG), mas com efeito estendido: ordens executivas estrangeiras só podem ter validade no Brasil se forem homologadas pelo STF. A medida foi interpretada como um recado direto aos bancos que operam no país.

A decisão dividiu a Corte. O ministro Cristiano Zanin, relator da ação que discute especificamente a Lei Magnitsky, defendia cautela e consultas a bancos e órgãos reguladores antes de qualquer decisão. Dino, por outro lado, antecipou-se e deixou claro que punirá instituições que descumprirem a determinação.

O caso ganhou proporções internacionais. Horas após o despacho, o Departamento de Estado dos EUA endureceu o tom contra Moraes, afirmando que o ministro é “tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que busquem acesso aos Estados Unidos e seus mercados”. O comunicado destacou ainda que nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas por Washington.

De acordo com o economista Rodrigo Marcatti, CEO da Veedha Investimentos, a decisão coloca o setor financeiro em um dilema: “Os bancos podem enfrentar riscos bilaterais, tendo que escolher entre atender uma ordem do Supremo e lidar com possíveis punições no cenário internacional”.

A medida americana prevê congelamento de ativos, proibição de transações em dólares e até restrições ao uso de bandeiras internacionais de cartões de crédito, como Visa e Mastercard. Ainda não está claro se haverá impactos imediatos sobre operações em reais no território brasileiro.

Em nota, o Banco do Brasil afirmou que atua “em conformidade à legislação brasileira, às normas dos mais de 20 países onde está presente e aos padrões internacionais do sistema financeiro”, sem detalhar se aplicará ou não as sanções contra Moraes.

Especialistas avaliam que a decisão de Dino é mais um recado político em defesa da soberania nacional, mas que também aumenta a pressão sobre os bancos, deixando o setor em uma posição delicada diante da disputa entre o STF e o governo Trump.

Redação Saiba+

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Brasil

Professora reivindica criação do Pix na Justiça

Ação contra o Banco Central pede reconhecimento de autoria de sistema semelhante ao Pix e indenização de R$ 1 milhão por danos morais.

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Uma disputa judicial envolvendo a autoria de um dos sistemas financeiros mais utilizados pelos brasileiros ganhou destaque nos últimos dias. A professora Anette Vernaschi Toppan ingressou com uma ação na 18ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF) solicitando o reconhecimento de sua participação na criação do modelo que teria servido de base para o Pix.

Na ação, a autora sustenta que desenvolveu o sistema denominado “Tá Pago”, que apresentaria características semelhantes às do atual modelo de pagamentos instantâneos adotado pelo Banco Central. Com base nessa alegação, ela solicita que a Justiça reconheça sua autoria intelectual e determine o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão.

Segundo os argumentos apresentados no processo, a professora afirma que o Banco Central teria utilizado conceitos e funcionalidades de sua plataforma para a implementação do Pix, sistema que revolucionou as transações financeiras no Brasil desde o seu lançamento.

Por outro lado, o Banco Central contesta as alegações e nega qualquer irregularidade. A instituição afirma que já existiam tecnologias e ferramentas semelhantes ao sistema citado pela autora, destacando que o desenvolvimento do Pix ocorreu a partir de estudos, projetos e soluções amplamente debatidos no setor financeiro nacional e internacional.

O órgão também argumenta que não houve violação de direitos autorais e que as características apontadas na ação não seriam exclusivas do sistema apresentado pela professora. A defesa do Banco Central sustenta ainda que o Pix foi concebido dentro de critérios técnicos próprios e alinhados às necessidades do mercado financeiro brasileiro.

O caso agora será analisado pela Justiça Federal, que deverá avaliar os argumentos apresentados pelas partes, além da documentação técnica relacionada aos sistemas mencionados no processo. A decisão poderá esclarecer se existe ou não vínculo entre a plataforma alegada pela autora e o sistema oficial de pagamentos instantâneos utilizado atualmente por milhões de brasileiros.

A ação chama atenção por envolver um dos maiores avanços tecnológicos do sistema financeiro nacional e pode abrir um importante debate sobre propriedade intelectual, inovação e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor bancário.

Redação Saiba+

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Gilmar encaminha garantias para extradição de Zambelli

Justiça italiana analisará em julho novo pedido relacionado à condenação da ex-deputada por episódio ocorrido durante as eleições de 2022.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, encaminhou à Advocacia-Geral da União (AGU) as garantias exigidas pela Justiça italiana para dar continuidade à análise de um novo pedido de extradição envolvendo a ex-deputada federal Carla Zambelli.

O caso está relacionado à condenação da ex-parlamentar por um episódio ocorrido na véspera das eleições de 2022, quando ela protagonizou uma perseguição armada ao jornalista Luan Araújo em vias públicas da cidade de São Paulo. O episódio ganhou grande repercussão nacional e resultou em desdobramentos judiciais que seguem em andamento.

Com o envio das informações solicitadas pelas autoridades italianas, o processo avança para uma nova etapa. A expectativa é que a Justiça da Itália avalie os elementos apresentados e decida sobre o pedido durante julgamento previsto para o próximo dia 1º de julho.

A análise do caso pelas autoridades italianas é considerada um passo importante no processo internacional, já que envolve questões jurídicas relacionadas à cooperação entre os sistemas judiciais dos dois países e ao cumprimento de decisões judiciais.

O encaminhamento das garantias atende aos requisitos estabelecidos pela legislação italiana para a avaliação de pedidos de extradição. A decisão que será tomada pela Corte italiana poderá influenciar diretamente os próximos desdobramentos do processo.

Enquanto aguarda o julgamento, o caso continua atraindo atenção do meio político e jurídico, sobretudo por envolver uma figura pública e um episódio que teve ampla repercussão durante um dos períodos eleitorais mais polarizados da história recente do Brasil.

Redação Saiba+

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BYD amplia benefício fiscal e reforça presença no mercado brasileiro

Montadora chinesa garante renovação de cotas para importação de kits de montagem e fortalece estratégia de expansão no país.

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A montadora chinesa BYD conquistou a renovação, por mais seis meses, do benefício das cotas de importação que permite a entrada de kits destinados à montagem de veículos eletrificados com isenção do Imposto de Importação. A medida reforça a estratégia de crescimento da fabricante no mercado brasileiro e amplia sua competitividade no segmento de carros elétricos e híbridos.

A renovação do benefício ocorre em um momento de forte expansão da presença da empresa no Brasil, onde a marca vem registrando crescimento nas vendas e ampliando investimentos em produção, distribuição e infraestrutura voltada à mobilidade sustentável.

Segundo análises do setor automotivo, a política comercial adotada pela BYD tem provocado impactos significativos no mercado nacional, aumentando a concorrência e pressionando outras fabricantes a acelerarem seus planos de eletrificação. A estratégia agressiva da empresa também tem gerado debates entre representantes da indústria automotiva sobre as condições de competitividade no país.

Nos bastidores, a montadora tem mantido interlocução constante com órgãos do governo federal para discutir temas relacionados ao desenvolvimento da indústria de veículos eletrificados. O ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, é apontado como uma das figuras que auxiliam no diálogo institucional envolvendo projetos da empresa no Brasil.

A renovação das cotas representa mais um passo na consolidação da BYD como uma das principais protagonistas da transição para a mobilidade elétrica no país, ampliando sua capacidade de oferta e fortalecendo sua posição em um mercado cada vez mais competitivo.

O cenário reforça a importância do setor de veículos eletrificados na agenda industrial brasileira, impulsionando investimentos, geração de empregos e novas oportunidades para a cadeia produtiva automotiva.

Redação Saiba+

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