Brasil
Lula autoriza aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos
Itamaraty aciona Camex após tarifaço de Trump; governo brasileiro afirma que medida é legítima e busca abrir diálogo com Washington
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a abertura de processo para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço de 50% imposto por Donald Trump a setores e produtos brasileiros. A decisão levou o Itamaraty a acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que deverá iniciar consultas e investigações sobre as contramedidas possíveis.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a lei brasileira “equivale à Seção 301 dos EUA” e foi criada para defender o interesse nacional, sem arbitrariedades, dentro de um rito legal e técnico. O chanceler destacou que o objetivo é abrir espaço para negociações, mas deixou claro que, caso não haja diálogo, o Brasil poderá adotar tarifas, restrições comerciais e até suspender direitos de propriedade intelectual de produtos norte-americanos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, participou da decisão e foi informado do envio do ofício à Camex na quinta-feira (28). A medida ocorre em meio ao agravamento das tensões comerciais e diplomáticas com Washington.
A Lei da Reciprocidade, sancionada em abril, permite ao Brasil reagir contra práticas unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade nacional. Se todos os prazos forem cumpridos, a aplicação efetiva só deve ocorrer em até 210 dias, mas o governo não descarta acelerar os procedimentos.
Além da nova lei, o Brasil também abriu consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e contratou um escritório de advocacia nos EUA para contestar o tarifaço de Trump. Ainda assim, autoridades brasileiras afirmam que o peso da medida é mais político do que prático, diante do enfraquecimento dos organismos multilaterais.
Nos bastidores, diplomatas reconhecem que a iniciativa busca pressionar o governo norte-americano a negociar, já que até agora os EUA têm ignorado os apelos do Brasil. Apesar disso, o chanceler Mauro Vieira ressaltou que a decisão não tem relação direta com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, previsto para a próxima semana.
O governo Lula aposta que o uso da Lei da Reciprocidade possa forçar Trump a abrir um canal de diálogo. Caso contrário, autoridades brasileiras afirmam que o país está preparado para levar a disputa até o fim.
Brasil
Wagner Moura processa Silas Malafaia por calúnia
Ator pede indenização de R$ 100 mil após declarações durante período de premiações internacionais

O ator baiano Wagner Moura ingressou com uma ação judicial contra o pastor Silas Malafaia, alegando ter sido vítima de calúnia e difamação. O processo foi protocolado na Justiça do Rio de Janeiro e está relacionado a publicações feitas pelo religioso nas redes sociais durante o período de destaque internacional do artista.
De acordo com informações divulgadas, a ação pede uma indenização no valor de R$ 100 mil, com base em mensagens que teriam atingido a honra e a reputação do ator. As declarações teriam ocorrido no momento em que Wagner Moura ganhava projeção internacional por sua atuação no filme O Agente Secreto, durante a temporada de premiações.
O caso tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, em regime de segredo de Justiça. A defesa do ator sustenta que as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ataques pessoais com potencial dano à imagem pública do artista.
Reconhecido nacional e internacionalmente, Wagner Moura acumula uma carreira marcada por atuações de destaque no cinema e na televisão. Já Silas Malafaia é conhecido por sua forte presença nas redes sociais e posicionamentos públicos sobre temas políticos e sociais.
O episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade nas redes sociais, especialmente quando envolve figuras públicas e declarações com grande alcance.
Brasil
Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário
Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.
O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.
A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Bahia7 dias atrásManutenção provoca suspensão de energia em bairros de Simões Filho
Política5 dias atrásBahia impõe regras rígidas para servidores em 2026
Política5 dias atrásGuimarães assume articulação política de Lula
Política6 dias atrásRui Costa prega união e comenta rompimento de Angelo Coronel
Política6 dias atrásMoraes interroga Eduardo Bolsonaro em ação sobre trama golpista
Política6 dias atrásRui Costa critica Bruno Reis por impasse em obra do Minha Casa Minha Vida
Política5 dias atrásGoverno reduz jornada de terceirizados federais
Política4 dias atrásDerrota de Elmar no TCU repercute na Bahia














